O tratamento para olheiras fundas começa pela identificação do motivo pelo qual existe uma depressão abaixo dos olhos. Nem toda região escura é causada por pigmentação e nem toda olheira precisa de preenchimento.
Em algumas pessoas, o principal problema é anatômico. Existe uma transição mais profunda entre a pálpebra inferior e a bochecha, conhecida como sulco lacrimal. Essa diferença de relevo cria sombra e pode fazer a região parecer escura mesmo quando a pele não possui excesso importante de pigmento.
Além disso, alterações no volume das bochechas, mudanças nos compartimentos de gordura, ligamentos, pele e estrutura óssea podem deixar esse sulco progressivamente mais evidente.
Uma revisão publicada em 2026 descreve a deformidade do sulco lacrimal como uma característica importante do envelhecimento da pálpebra inferior e destaca que ela pode contribuir diretamente para uma aparência cansada ou envelhecida.
Por isso, dormir bem nem sempre modifica esse tipo de olheira.
Tratamento para olheiras fundas começa pela identificação da causa
Olheira é um termo bastante amplo.
Uma região abaixo dos olhos pode parecer escura por diferentes motivos. Pigmentação, vasos aparentes, pele fina, depressão anatômica, bolsas, flacidez e sombras podem produzir uma aparência semelhante.
A literatura científica classifica as olheiras em componentes pigmentares, vasculares, estruturais e mistos.
Essa diferenciação é fundamental.
O tratamento para olheiras fundas destinado a uma depressão estrutural não possui o mesmo objetivo de um tratamento para excesso de pigmentação.
Da mesma forma, preencher uma região que apresenta predominantemente bolsa ou edema pode não produzir o resultado esperado.
O que são olheiras fundas?
As olheiras fundas apresentam uma depressão visível abaixo dos olhos.
Frequentemente, essa depressão começa próxima ao canto interno e segue pela transição entre pálpebra e bochecha.
O sulco lacrimal corresponde principalmente à porção mais medial dessa alteração. Em alguns pacientes, a depressão continua lateralmente e cria uma transição mais extensa abaixo da pálpebra.
A diferença de profundidade produz sombra.
Consequentemente, dependendo da direção da luz, a região pode parecer muito mais escura.
Esse é um dos motivos pelos quais algumas pessoas relatam que a olheira muda bastante de intensidade ao longo do dia ou conforme o ambiente.
Olheira funda é a mesma coisa que olheira escura?
Não.
Uma olheira pode ser funda sem apresentar grande pigmentação.
Também pode existir pigmentação escura sem qualquer depressão significativa.
Em outros pacientes, os dois problemas aparecem juntos.
Uma revisão sobre hiperpigmentação periorbital divide as alterações em tipos pigmentares, vasculares, estruturais e mistos.
Por isso, observar apenas a cor pode ser insuficiente.
Uma avaliação precisa identificar se aquilo que parece marrom ou arroxeado realmente está na pele ou se corresponde principalmente à sombra produzida pela anatomia.
Como saber se a olheira é causada por sombra?
A iluminação oferece algumas pistas.
Quando a aparência escura diminui significativamente sob uma luz frontal uniforme, existe possibilidade de um componente estrutural importante.
Já quando a pigmentação continua evidente independentemente da iluminação, alterações da própria pele podem ter maior participação.
Entretanto, essa observação não substitui uma avaliação.
A região pode apresentar simultaneamente sombra, pigmento e vasos aparentes.
O Instituto Matheus Arantes também destaca essa diferença em seu conteúdo sobre olheiras profundas, reforçando que nem toda região escura abaixo dos olhos é causada por falta de volume.
O que é o sulco lacrimal?
O sulco lacrimal é uma depressão localizada na região inferior e medial dos olhos.
Ele se forma na transição entre estruturas da pálpebra e da face.
Durante muitos anos, diferentes explicações anatômicas foram propostas para sua formação. Estudos mais recentes demonstram que ligamentos, músculo orbicular dos olhos, gordura, estrutura óssea e tecidos da bochecha participam dessa região.
Por isso, o sulco não deve ser interpretado apenas como um espaço vazio que precisa ser preenchido.
Sua aparência depende de várias estruturas trabalhando em conjunto.
Algumas pessoas já nascem com olheiras fundas?
A anatomia individual pode fazer com que a depressão seja visível desde cedo.
Formato da órbita, projeção das maçãs do rosto, distribuição da gordura e características dos ligamentos variam entre pessoas.
Consequentemente, alguém pode apresentar um sulco bem definido aos 20 anos mesmo sem qualquer perda significativa de volume relacionada ao envelhecimento.
Outra pessoa pode desenvolver a depressão somente décadas depois.
Assim, idade isolada não determina a necessidade de tratamento para olheiras fundas.
O principal é identificar aquilo que produz a sombra naquele paciente.
Por que o envelhecimento deixa as olheiras mais fundas?
O envelhecimento modifica diferentes camadas da região ao redor dos olhos.
A pele pode ficar mais fina e menos elástica. Ao mesmo tempo, os compartimentos de gordura podem perder volume ou mudar de posição.
Estruturas de sustentação também sofrem transformações.
Além disso, a gordura localizada dentro da órbita pode ficar mais aparente, formando bolsas que aumentam o contraste com a depressão logo abaixo.
Uma revisão atual sobre anatomia e tratamento do sulco lacrimal destaca justamente que o envelhecimento modifica a relação entre pálpebra, bochecha, gordura e estruturas de suporte.
Por isso, a olheira pode parecer mais profunda mesmo sem existir uma perda uniforme de volume.
Perda de volume nas bochechas pode aprofundar as olheiras?
Pode.
A região abaixo dos olhos não deve ser avaliada isoladamente das bochechas.
Compartimentos de gordura profundos e superficiais ajudam a criar uma transição suave entre pálpebra e terço médio da face.
Quando ocorre perda de volume nessa região, o limite entre pálpebra e bochecha pode ficar mais marcado.
Uma revisão recente sobre depressões infraorbitais destaca perda progressiva de volume em compartimentos profundos e na gordura malar como fatores envolvidos no aspecto afundado e cansado.
Por isso, em alguns pacientes, o planejamento pode precisar avaliar primeiro a sustentação do terço médio.
Então é melhor preencher as bochechas do que as olheiras?
Não existe uma resposta única.
Tudo depende da anatomia.
Em alguns pacientes, melhorar discretamente o suporte do terço médio pode suavizar a transição abaixo dos olhos sem necessidade de colocar muito produto diretamente no sulco.
Em outros, a depressão infraorbital continua evidente e pode exigir uma abordagem específica.
Uma revisão de 2025 sobre preenchimento dessa região recomenda avaliar inicialmente a perda de volume do terço médio e, quando necessário, complementar com tratamento direto da depressão infraorbital.
Entretanto, acrescentar volume às bochechas sem indicação também pode produzir um rosto excessivamente preenchido.
O objetivo deve ser corrigir deficiência real e não aumentar indiscriminadamente todas as áreas próximas.
Emagrecer pode deixar as olheiras mais fundas?
Pode acontecer.
Durante uma perda importante de peso, o rosto também pode perder volume.
Quando há redução dos compartimentos de gordura do terço médio, a transição entre olhos e bochechas pode ficar mais marcada.
O Instituto Matheus Arantes descreve olheiras mais evidentes entre as alterações que podem aparecer após perda significativa de volume facial.
Entretanto, isso não significa que todo emagrecimento cause olheiras.
Idade, genética, volume facial inicial, quantidade de peso perdida e qualidade da pele influenciam a resposta.
Bolsas abaixo dos olhos podem deixar a olheira aparentemente mais funda?
Sim.
Uma bolsa cria uma área de maior projeção.
Logo abaixo dela pode existir uma depressão.
Essa diferença de relevo aumenta a sombra e pode fazer o sulco parecer ainda mais profundo.
Com o envelhecimento, a gordura orbital pode se projetar anteriormente e tornar as bolsas mais evidentes. Ao mesmo tempo, mudanças do terço médio podem aprofundar a região abaixo delas.
Assim, uma pessoa pode apresentar simultaneamente bolsa e olheira funda.
Essa combinação exige cuidado porque simplesmente preencher abaixo de uma bolsa volumosa pode aumentar ainda mais o peso da região.
Olheiras fundas podem existir sem bolsas?
Sim.
O sulco lacrimal pode aparecer isoladamente.
Uma revisão clássica sobre anatomia e tratamento descreve justamente que a deformidade pode existir sozinha ou associada a bolsas da pálpebra inferior.
Essa diferença interfere no planejamento.
Quando não existe excesso importante de gordura ou pele, abordagens menos invasivas podem fazer sentido em pacientes selecionados.
Quando bolsas, flacidez e alterações estruturais são significativas, outras estratégias podem oferecer resultados mais adequados.
A pele fina deixa a olheira mais aparente?
Pode deixar.
A pele das pálpebras é extremamente fina.
Por isso, vasos e estruturas localizadas abaixo dela podem ficar mais visíveis.
Uma revisão sobre rejuvenescimento infraorbital descreve a pele palpebral como a mais fina do corpo e destaca que essa característica torna alterações vasculares, pigmentares e de contorno especialmente perceptíveis.
Além disso, o afinamento progressivo da pele pode aumentar a percepção de sombras e irregularidades.
Nesses casos, tratar somente volume pode produzir uma melhora incompleta.
Perder colágeno piora as olheiras fundas?
Pode contribuir, principalmente para a qualidade da pele e para a transição da região.
Com o envelhecimento, alterações de colágeno e elasticidade podem deixar a pele menos firme.
Rugas finas e flacidez também produzem pequenas sombras.
Entretanto, uma depressão estrutural importante não desaparece apenas com melhora da produção de colágeno.
O conteúdo do Instituto Matheus Arantes sobre rejuvenescimento da região dos olhos também destaca que pele, músculos, gordura e ossos participam do envelhecimento dessa área.
Por isso, o tratamento para olheiras fundas precisa diferenciar qualidade da pele de falta de suporte ou volume.
Falta de sono causa olheira funda?
Não costuma ser a principal explicação para uma depressão anatômica permanente.
Uma noite ruim pode modificar temporariamente a aparência da região. Inchaço, palidez e alterações da pele podem deixar as olheiras mais perceptíveis.
Entretanto, dormir mais não modifica o formato da órbita, os ligamentos ou uma perda estrutural de volume.
Essa é uma das razões pelas quais algumas pessoas descansam adequadamente e ainda parecem cansadas.
O Instituto Matheus Arantes também destaca que sulcos infraorbitais podem criar uma expressão de cansaço mesmo em pessoas que dormem bem.
Por que a olheira funda deixa o olhar cansado?
Principalmente por causa das sombras.
Uma depressão abaixo dos olhos cria contraste entre áreas iluminadas e áreas mais profundas.
Visualmente, esse padrão costuma ser associado a cansaço e envelhecimento.
Uma revisão sobre preenchimento do sulco lacrimal descreve que essa deformidade pode produzir uma aparência afundada e criar sombra escura abaixo da pálpebra, transmitindo aspecto fatigado apesar de a pessoa estar descansada.
Além disso, quando bolsas e perda de volume coexistem, o contraste fica ainda maior.
Por isso, pequenas alterações anatômicas podem modificar bastante a percepção do olhar.
Olheira funda pode ser apenas de um lado?
Assimetrias são possíveis.
Nenhum rosto é perfeitamente simétrico.
Diferenças na estrutura óssea, volume facial, posição das bochechas e distribuição dos tecidos podem fazer um lado parecer mais profundo.
Além disso, iluminação e posição da cabeça podem acentuar essa diferença.
Entretanto, uma mudança súbita ou muito importante em apenas um lado precisa ser avaliada adequadamente, especialmente quando acompanhada de outros sintomas.
Nem toda alteração ao redor dos olhos é exclusivamente estética.
Qual é o melhor tratamento para olheiras fundas?
Não existe uma técnica única para todos.
Quando a causa predominante é uma depressão estrutural, reposição estratégica de volume pode fazer parte do planejamento.
Quando existem bolsas importantes ou excesso de pele, uma abordagem cirúrgica pode ser mais adequada.
Já pigmentação, vasos aparentes e alterações da superfície da pele podem exigir outras estratégias.
Uma revisão sistemática de 2026 sobre tratamentos da região abaixo dos olhos reforça que a escolha deve ser orientada pela anatomia e pelo tipo de alteração encontrada.
Portanto, o tratamento para olheiras fundas começa pelo diagnóstico e não pela escolha antecipada de um procedimento.
Ácido hialurônico pode tratar olheiras fundas?
Pode ser uma alternativa para pacientes bem selecionados.
O ácido hialurônico pode adicionar volume à depressão e suavizar a transição entre pálpebra e bochecha.
Uma metanálise publicada em 2024 analisou 31 estudos envolvendo 2.556 participantes e encontrou taxa global de satisfação de aproximadamente 91 por cento após preenchimento do sulco lacrimal com ácido hialurônico.
Entretanto, resultados dependem bastante da seleção do paciente.
A região apresenta pele fina, anatomia complexa e tendência ao edema. Por isso, colocar produto em qualquer olheira escura sem identificar sua origem pode piorar a aparência.
Todo paciente com olheira funda pode fazer preenchimento?
Não.
A revisão mais recente sobre manejo do sulco lacrimal destaca que preenchimentos podem ser adequados principalmente para deformidades leves em pacientes cuidadosamente selecionados, com boa qualidade da pele e pouca flacidez ou herniação de gordura.
Quando existem bolsas importantes, frouxidão dos tecidos ou alterações mais avançadas, o preenchimento pode apresentar limitações.
Além disso, histórico de edema e determinadas características anatômicas também precisam ser considerados.
Por isso, disponibilidade do produto não significa indicação automática.
Preencher diretamente toda a olheira é necessário?
Não necessariamente.
Em alguns pacientes, a perda de volume do terço médio participa bastante da depressão.
Nesses casos, melhorar suporte em pontos selecionados das bochechas pode reduzir a necessidade de grande quantidade de produto diretamente abaixo dos olhos.
Uma revisão publicada em 2025 destaca justamente a importância de analisar primeiro a perda de volume do terço médio antes do tratamento direto do sulco.
Essa estratégia também pode ajudar a evitar excesso de produto em uma região de pele muito fina.
Entretanto, cada anatomia exige um planejamento diferente.
Quanto produto é necessário para preencher olheiras?
Não existe uma quantidade universal.
Profundidade do sulco, volume das bochechas, presença de bolsas, produto escolhido e características da pele influenciam a decisão.
Além disso, o objetivo não deve ser preencher toda sombra até deixar a região completamente plana.
Uma correção excessiva pode produzir inchaço, irregularidade ou perda da transição natural entre pálpebra e bochecha.
Por isso, técnicas atuais tendem a priorizar volumes conservadores e planejamento individual.
Preenchimento de olheiras pode causar inchaço?
Sim.
Edema está entre os efeitos adversos mais relatados.
Na metanálise publicada em 2024, edema ou inchaço ocorreu em aproximadamente 19 por cento dos participantes, enquanto hematomas apareceram em cerca de 18 por cento.
A região possui características linfáticas e anatômicas específicas.
Além disso, determinados produtos de ácido hialurônico atraem água em diferentes intensidades.
Por isso, escolha do material, quantidade utilizada e seleção do paciente possuem grande importância.
O preenchimento pode deixar a região azulada?
Pode.
Uma coloração azul acinzentada pode ocorrer quando o ácido hialurônico fica muito superficial.
Esse fenômeno é conhecido como efeito Tyndall.
A mesma metanálise encontrou esse efeito em uma pequena parcela dos casos analisados.
Irregularidades e pequenos nódulos também podem aparecer.
A pele fina da pálpebra inferior torna essas alterações mais perceptíveis do que em outras regiões do rosto.
Preenchimento de olheiras apresenta riscos graves?
Sim, embora complicações graves sejam raras.
Além de edema, hematomas e irregularidades, procedimentos com preenchedores podem provocar oclusões vasculares.
Uma revisão publicada em 2024 destaca que perda visual relacionada a preenchedores pode ocorrer quando o produto entra acidentalmente na circulação e alcança o sistema arterial oftálmico.
A Academia Americana de Oftalmologia também revisou casos documentados de complicações visuais associadas a preenchimentos faciais.
Por isso, a proximidade dos olhos exige conhecimento anatômico, seleção criteriosa e capacidade de reconhecer rapidamente complicações.
O preenchimento pode permanecer por muito tempo abaixo dos olhos?
Pode.
O comportamento do ácido hialurônico varia conforme produto, plano de aplicação, metabolismo e características individuais.
Além disso, existem descrições de complicações tardias nessa região. Uma revisão sistemática analisou especificamente problemas que surgiram após períodos mais prolongados depois do preenchimento do sulco lacrimal.
Por isso, a região abaixo dos olhos não deve ser preenchida repetidamente apenas porque determinado período passou.
Antes de uma nova aplicação, é importante avaliar se ainda existe produto, edema ou alteração de contorno.
Bioestimuladores podem ser usados nas olheiras?
Essa possibilidade precisa ser individualizada.
Uma revisão atual de 2026 menciona injetáveis bioestimuladores entre as opções para pacientes selecionados com deformidades leves e características favoráveis.
Entretanto, a região possui anatomia delicada e nem todo produto utilizado no restante do rosto é adequado para aplicação diretamente abaixo dos olhos.
Além disso, bioestimulação e reposição de volume são objetivos diferentes.
Quando existe depressão estrutural importante, melhorar apenas a qualidade da pele pode não ser suficiente.
Laser pode melhorar olheiras fundas?
Depende do componente que está sendo tratado.
Lasers podem ser utilizados para determinadas alterações de pigmentação, vasos e qualidade da pele.
Entretanto, eles não repõem diretamente uma perda estrutural de volume.
Uma revisão sistemática sobre tratamentos para olheiras encontrou benefício de lasers principalmente em componentes pigmentares e vasculares, enquanto preenchimentos e enxerto de gordura apresentaram maior lógica para casos relacionados a perda de volume.
Por isso, uma pessoa pode precisar de estratégias diferentes quando apresenta depressão e pigmentação simultaneamente.
Cremes clareadores funcionam para olheiras fundas?
Não corrigem uma depressão anatômica.
Produtos tópicos podem ajudar quando existe pigmentação da pele, dependendo da causa e da substância utilizada.
Entretanto, um creme não repõe volume, não modifica a estrutura óssea e não preenche o sulco lacrimal.
Uma revisão sobre hiperpigmentação periorbital destaca que tratamentos tópicos fazem mais sentido para componentes pigmentares, enquanto alterações estruturais exigem outras estratégias.
Assim, tentar clarear indefinidamente uma sombra produzida pela anatomia pode gerar frustração.
Corretivo consegue esconder olheiras fundas?
Pode melhorar a diferença de cor, mas possui limitações diante da sombra estrutural.
Maquiagem atua sobre a superfície.
Quando existe mudança de relevo, a luz continua criando áreas claras e escuras.
Por isso, algumas pessoas percebem que mesmo produtos de alta cobertura não conseguem esconder completamente a olheira.
Essa dificuldade pode ser uma pista de que existe um componente anatômico importante.
Quando a blefaroplastia pode ser indicada?
A cirurgia pode ser considerada quando bolsas, excesso de pele, frouxidão dos tecidos ou alterações estruturais apresentam maior importância.
A revisão mais recente sobre sulco lacrimal considera a correção cirúrgica uma opção mais previsível e duradoura para deformidades moderadas ou intensas. As técnicas podem envolver reposicionamento de gordura, enxertia e outras abordagens conforme a anatomia.
Isso não significa que toda olheira funda precise de cirurgia.
Entretanto, reconhecer quando um paciente possui indicação cirúrgica evita tentar corrigir bolsas importantes apenas aumentando o volume abaixo delas.
A gordura das próprias bolsas pode ser utilizada no tratamento?
Em determinadas técnicas cirúrgicas, sim.
A gordura orbital pode ser reposicionada para melhorar a transição entre pálpebra e bochecha.
Esse conceito busca utilizar tecido já presente na região para suavizar a depressão.
Revisões sobre tratamento do sulco lacrimal incluem reposicionamento de gordura e enxertia entre as alternativas cirúrgicas.
A indicação depende da anatomia e precisa ser avaliada por profissional habilitado para esse tipo de cirurgia.
Enxerto de gordura pode tratar olheiras fundas?
Também existe essa possibilidade.
A gordura do próprio paciente pode ser utilizada para restaurar volume em determinadas situações.
Entretanto, seu comportamento é diferente do ácido hialurônico.
A quantidade que permanece depois do procedimento pode variar, e irregularidades também são possíveis.
Por isso, enxerto de gordura não deve ser apresentado simplesmente como uma versão permanente do preenchimento.
Cada técnica possui benefícios, limitações e riscos específicos.
Flacidez da pálpebra pode piorar a olheira?
Pode.
Quando a pele perde firmeza, a transição abaixo dos olhos pode ficar menos uniforme.
Rugas finas também produzem pequenas sombras.
Além disso, flacidez pode coexistir com bolsas e perda de volume.
O Instituto Matheus Arantes destaca que tratamentos sem cirurgia podem ajudar em alterações leves da pele das pálpebras, mas não removem grandes excessos de tecido.
Portanto, qualidade da pele deve ser analisada separadamente da profundidade do sulco.
Toxina botulínica trata olheiras fundas?
A toxina botulínica não repõe volume.
Por isso, não representa o principal tratamento para uma depressão estrutural abaixo dos olhos.
Ela atua sobre atividade muscular.
Em determinados planejamentos periorbitais, pode ter indicações específicas relacionadas a rugas e movimentação, mas não preenche o sulco lacrimal.
Usar toxina com a expectativa de corrigir perda de volume tende a gerar uma lógica inadequada de tratamento.
É possível combinar tratamentos?
Sim.
Olheiras frequentemente possuem mais de uma causa.
Uma pessoa pode apresentar depressão estrutural, pigmentação e pele fina ao mesmo tempo.
Outra pode combinar bolsas, sulco lacrimal e flacidez.
Nesses casos, procedimentos com objetivos diferentes podem ser planejados em conjunto ou em etapas.
Uma revisão sistemática recente sobre tratamentos abaixo dos olhos reforça que a escolha precisa considerar anatomia, causa e perfil individual do paciente.
Entretanto, combinar várias técnicas não significa necessariamente obter um resultado melhor.
Cada procedimento precisa ter uma indicação clara.
É possível eliminar completamente as olheiras?
Nem sempre.
Algumas características fazem parte da anatomia natural do rosto.
Além disso, pigmentação, vasos, volume e sombra podem coexistir.
Por isso, o objetivo muitas vezes é suavizar a transição, reduzir a aparência cansada e melhorar o equilíbrio da região.
Tentar deixar toda área abaixo dos olhos completamente lisa e sem qualquer sombra pode exigir correções excessivas.
Um resultado natural precisa preservar a anatomia e o movimento do olhar.
Como evitar um aspecto excessivamente preenchido?
O primeiro passo é identificar onde realmente existe deficiência de volume.
Preencher diretamente toda região escura pode aumentar o peso do olhar, principalmente quando bolsas ou edema já estão presentes.
Além disso, avaliar o terço médio pode reduzir a necessidade de grandes volumes diretamente abaixo das pálpebras.
A literatura atual reforça a importância da seleção de pacientes e da análise da sustentação entre pálpebra e bochecha antes do preenchimento.
Portanto, menos produto pode ser mais adequado quando aplicado no local correto.
Existe idade certa para tratar olheiras fundas?
Não.
Uma pessoa jovem pode apresentar uma depressão importante por características anatômicas.
Outra pode perceber a alteração apenas com o envelhecimento.
Assim, idade não representa o principal critério.
O tratamento para olheiras fundas deve ser considerado quando existe incômodo, causa identificável e uma abordagem compatível com aquela anatomia.
Não existe necessidade de tratar simplesmente porque um sulco está presente.
Quando procurar avaliação?
Uma avaliação pode ser útil quando a pessoa percebe uma depressão abaixo dos olhos que permanece mesmo após descanso ou quando o olhar parece constantemente cansado.
Também pode ser interessante quando existe dúvida entre sombra, pigmentação e bolsas.
Durante a consulta, o profissional pode avaliar a região com diferentes iluminações e observar pálpebras, bochechas, pele, volume e contorno.
Histórico de tratamentos anteriores também é relevante.
Essas informações permitem decidir se o tratamento para olheiras fundas deve envolver reposição de volume, cuidados com a pele, tecnologias, cirurgia ou simplesmente acompanhamento.
Tratamento para olheiras fundas precisa considerar toda a região dos olhos
O tratamento para olheiras fundas não deve partir da ideia de que toda área escura abaixo dos olhos precisa receber preenchimento.
A depressão pode surgir por características anatômicas naturais ou se tornar mais evidente com perda de volume, mudanças nos compartimentos de gordura, envelhecimento da pele e alterações na sustentação entre pálpebra e bochecha.
Além disso, pigmentação, vasos aparentes, bolsas e flacidez podem produzir ou intensificar a aparência de olheira. Por isso, diferenciar componentes estruturais, vasculares e pigmentares é essencial antes da escolha do tratamento.
O ácido hialurônico pode oferecer bons resultados em pacientes selecionados com depressão estrutural. Entretanto, a região exige cautela devido à pele fina, à possibilidade de edema, às irregularidades e aos riscos vasculares.
Nos casos com bolsas importantes, flacidez ou alterações mais intensas, uma avaliação cirúrgica pode fazer mais sentido do que aumentar repetidamente o volume com injetáveis.
No Instituto Matheus Arantes, a avaliação pode considerar sulco lacrimal, bochechas, bolsas, qualidade da pele, pigmentação e tratamentos realizados anteriormente.
Dessa forma, o tratamento para olheiras fundas pode buscar suavizar a sombra e recuperar uma transição mais leve entre pálpebra e bochecha sem deixar a região inchada, excessivamente preenchida ou descaracterizar o olhar.