Rugas no pescoço: por que linhas horizontais podem aparecer mesmo em pessoas jovens e como postura, pele e perda de colágeno influenciam

O tratamento para rugas no pescoço começa pela compreensão de que nem toda linha horizontal nessa região significa envelhecimento avançado.

Algumas pessoas percebem os primeiros vincos ainda jovens. Isso acontece porque o pescoço possui características anatômicas próprias e permanece em movimento durante praticamente todo o dia.

Flexionar, girar e estender a cabeça modifica continuamente a pele cervical. Além disso, determinadas linhas acompanham pontos naturais de dobra e podem existir antes mesmo de ocorrer uma perda importante de colágeno.

Com o passar dos anos, entretanto, alterações da pele, exposição solar, mudanças na elasticidade e transformações das estruturas mais profundas podem tornar essas linhas mais evidentes.

Um estudo que avaliou diferentes faixas etárias mostrou que o envelhecimento do pescoço envolve mudanças na firmeza e elasticidade da pele, na atividade muscular e na movimentação dos tecidos.

Por isso, observar apenas a idade não é suficiente para entender por que determinada pessoa apresenta linhas marcadas.

Tratamento para rugas no pescoço começa pela identificação do tipo de alteração

O pescoço pode apresentar diferentes sinais estéticos.

Linhas horizontais, flacidez, bandas verticais do músculo platisma, alterações de textura, manchas e perda de definição do contorno não possuem necessariamente a mesma origem.

Uma pessoa jovem pode apresentar linhas horizontais profundas e pouca flacidez. Outra pode ter poucas linhas, mas apresentar maior perda de firmeza.

Por isso, o tratamento para rugas no pescoço precisa identificar qual alteração realmente incomoda.

Uma revisão recente sobre rejuvenescimento cervical destaca justamente que diferentes problemas da região podem exigir estratégias distintas, incluindo ácido hialurônico, bioestimuladores e outras abordagens conforme a necessidade.

O que são as linhas horizontais do pescoço?

As linhas horizontais são dobras transversais que atravessam parcialmente ou completamente a região anterior e lateral do pescoço.

Popularmente, algumas pessoas as chamam de colares de Vênus.

Essas linhas podem surgir em diferentes profundidades.

Em alguns casos, aparecem apenas quando o pescoço se movimenta. Em outros, permanecem visíveis mesmo quando a cabeça está em posição neutra.

Conforme a pele perde espessura e elasticidade, vincos inicialmente discretos podem se tornar mais profundos.

Estudos recentes também sugerem que estruturas da fáscia superficial e pontos de fixação da pele podem participar da formação e do aprofundamento dessas linhas.

Portanto, não se trata simplesmente de uma ruga superficial.

Pessoas jovens também podem ter rugas horizontais no pescoço?

Sim.

Linhas no pescoço não aparecem exclusivamente depois dos 40 ou 50 anos.

A anatomia individual possui influência importante.

Além disso, movimento frequente, qualidade da pele, genética e padrões naturais de dobra podem fazer com que determinadas pessoas apresentem linhas bastante visíveis ainda na juventude.

A preocupação estética com as linhas horizontais já é descrita tanto em populações mais velhas quanto em indivíduos jovens. Uma revisão sistemática recente sobre preenchimento dessas linhas destaca justamente que elas podem ser uma queixa estética em diferentes faixas etárias.

Por isso, encontrar uma linha em uma pessoa de 25 anos não significa necessariamente que sua pele esteja envelhecendo precocemente.

É preciso observar o conjunto.

Por que a pele do pescoço envelhece de maneira diferente?

A região cervical possui particularidades quando comparada a outras áreas.

Além da movimentação frequente, o pescoço permanece exposto ao ambiente e muitas vezes recebe menos cuidados do que o rosto.

Mudanças relacionadas ao envelhecimento podem envolver firmeza, elasticidade, distribuição de gordura, atividade do platisma e qualidade cutânea.

Uma avaliação publicada em 2025 sobre a região cervical e submentoniana destacou que o envelhecimento resulta de fatores internos e externos, incluindo alterações do músculo platisma, redistribuição de gordura, remodelação óssea e mudanças da pele.

Consequentemente, o tratamento para rugas no pescoço pode precisar considerar muito mais do que apenas a superfície cutânea.

A perda de colágeno deixa as linhas mais profundas?

Pode contribuir de maneira importante.

O colágeno participa da resistência e da estrutura da pele.

Com o passar do tempo, a capacidade de manutenção dessas fibras se modifica. A pele pode se tornar mais fina, menos firme e menos capaz de retornar completamente depois de determinados movimentos.

Consequentemente, uma dobra repetitiva pode permanecer mais evidente mesmo quando o pescoço volta à posição neutra.

O conteúdo do Instituto Matheus Arantes sobre flacidez cervical também destaca a redução de colágeno e elastina como um dos fatores envolvidos na perda progressiva de resistência da pele do pescoço.

Entretanto, atribuir todas as rugas apenas à falta de colágeno também seria uma simplificação.

Anatomia, movimentação e pontos de fixação dos tecidos podem exercer participação relevante.

Elastina também influencia?

Sim.

Colágeno e elastina possuem funções diferentes, porém complementares.

Enquanto o colágeno contribui para resistência estrutural, a elastina participa da capacidade de a pele retornar à posição original depois de ser esticada.

Quando essa capacidade diminui, vincos produzidos durante o movimento podem permanecer aparentes por mais tempo.

Assim, o envelhecimento cutâneo pode transformar uma dobra predominantemente dinâmica em uma linha progressivamente mais estática.

Essa mudança ajuda a explicar por que determinadas linhas parecem discretas na juventude e ficam mais profundas ao longo dos anos.

A postura pode causar rugas no pescoço?

A relação precisa ser interpretada com cautela.

Ao olhar repetidamente para baixo, o pescoço permanece flexionado e determinadas dobras ficam mais evidentes. Por isso, tornou se popular a expressão pescoço tecnológico para descrever linhas associadas ao uso frequente de celulares e computadores.

Entretanto, afirmar que a postura isoladamente causa rugas permanentes não é sustentado por evidências robustas.

A literatura científica sobre o chamado pescoço de texto concentra se principalmente em postura e sintomas musculoesqueléticos. Uma revisão de escopo mostrou inclusive que as definições utilizadas nos estudos variam bastante.

Existe também pesquisa estética utilizando o conceito de pescoço tecnológico para estudar linhas em pessoas mais jovens, mas isso não prova que o uso de telas seja a única causa dessas rugas.

Portanto, a flexão frequente pode acentuar mecanicamente as dobras enquanto a cabeça está inclinada, mas genética, anatomia e qualidade da pele também precisam ser consideradas.

Olhar para o celular o dia inteiro piora as linhas?

Pode torná las mais perceptíveis durante o movimento.

Quando a cabeça permanece inclinada para frente, a pele cervical dobra repetidamente em áreas semelhantes.

Entretanto, ainda não é possível afirmar que diminuir o tempo de celular, isoladamente, faça uma linha estrutural desaparecer.

Além disso, o conceito de pescoço de texto costuma ser usado de forma muito ampla.

Um estudo publicado em 2024 com jovens usuários de smartphones não encontrou associação entre a postura cervical durante o uso e incapacidade de pescoço ou membros superiores. Embora esse trabalho não tenha estudado rugas estéticas, ele reforça que os efeitos atribuídos ao uso do celular precisam ser interpretados com cuidado.

Dessa forma, melhorar ergonomia pode fazer sentido para conforto e hábitos posturais, mas não deve ser apresentada como um tratamento isolado para rugas já estabelecidas.

Corrigir a postura apaga as rugas do pescoço?

Não necessariamente.

Manter uma posição mais neutra reduz a formação temporária das dobras provocadas pela flexão.

Entretanto, uma linha que já apresenta alteração na pele ou fixação profunda não desaparece automaticamente quando a postura melhora.

Isso acontece porque o tratamento para rugas no pescoço pode precisar atuar em estruturas que não são modificadas apenas pela posição da cabeça.

Portanto, postura e tratamento estético são assuntos relacionados, mas não equivalentes.

O sol pode deixar as rugas do pescoço mais evidentes?

Sim.

O pescoço frequentemente permanece exposto à radiação ultravioleta, principalmente na região anterior e lateral.

A exposição solar acumulada participa do fotoenvelhecimento e pode contribuir para alterações de textura, pigmentação, elasticidade e formação de rugas.

Uma revisão recente sobre terapias injetáveis para rejuvenescimento cervical destaca que o pescoço é uma região particularmente suscetível ao envelhecimento e frequentemente exposta ao sol.

Por isso, fotoproteção não deve ficar restrita ao rosto.

Aplicar proteção adequada também no pescoço e colo faz parte dos cuidados destinados a reduzir fatores externos que aceleram o envelhecimento cutâneo.

A genética influencia as linhas horizontais?

Provavelmente sim, principalmente por meio das características anatômicas individuais.

Espessura da pele, formato do pescoço, distribuição dos tecidos e padrões naturais de dobra variam entre pessoas.

Essas diferenças ajudam a explicar por que irmãos da mesma idade podem apresentar quantidades diferentes de linhas.

Além disso, algumas pessoas desenvolvem vincos cervicais antes mesmo de apresentar outros sinais marcantes de envelhecimento.

Portanto, idade cronológica e aparência do pescoço não possuem uma relação perfeitamente linear.

Emagrecimento pode deixar as linhas mais aparentes?

Pode acontecer em determinados pacientes.

Uma redução importante do volume corporal também pode modificar gordura e sustentação na região cervical.

Quando a pele precisa se adaptar a um volume menor, flacidez e linhas já existentes podem se tornar mais perceptíveis.

Entretanto, esse efeito depende de vários fatores.

Quantidade de peso perdida, idade, velocidade do emagrecimento, elasticidade cutânea e anatomia individual interferem na resposta.

Por isso, uma pessoa pode emagrecer significativamente sem desenvolver grande flacidez, enquanto outra percebe mudanças mais evidentes.

Rugas horizontais e bandas do pescoço são a mesma coisa?

Não.

Essa diferenciação é importante.

As rugas horizontais atravessam o pescoço transversalmente.

Já as chamadas bandas platismais costumam aparecer verticalmente e estão relacionadas à ação e às alterações do músculo platisma.

O platisma é uma musculatura ampla e superficial que ocupa parte significativa da região anterior do pescoço.

Com o envelhecimento, suas bordas podem se tornar mais aparentes e formar cordões verticais.

Portanto, tratar bandas musculares e tratar linhas horizontais são objetivos diferentes.

Flacidez e rugas horizontais também são diferentes?

Sim.

Uma pessoa pode apresentar linhas profundas com pele relativamente firme.

Da mesma forma, outra pessoa pode apresentar flacidez significativa e poucas linhas horizontais.

A flacidez está relacionada à perda de resistência e sustentação dos tecidos.

Já uma linha horizontal possui também um componente localizado de dobra e, em alguns casos, fixação em planos superficiais.

O Instituto Matheus Arantes reforça essa diferenciação ao explicar que o tratamento da flacidez cervical precisa avaliar pele, gordura, músculos e contorno como estruturas independentes.

Essa análise evita utilizar o mesmo procedimento para problemas diferentes.

Qual é o melhor tratamento para rugas no pescoço?

Não existe um único procedimento ideal para todos.

A escolha depende da profundidade das linhas, da qualidade da pele, da presença de flacidez, da atividade muscular e das características anatômicas.

Ácido hialurônico pode ser considerado para algumas linhas horizontais.

Bioestimuladores podem fazer parte do planejamento quando existe necessidade de melhorar firmeza e qualidade dos tecidos.

Tecnologias também podem ser utilizadas em situações selecionadas.

Além disso, toxina botulínica possui indicações específicas na região cervical, principalmente quando a musculatura participa do problema.

Revisões contemporâneas reforçam justamente uma abordagem individualizada para o rejuvenescimento do pescoço.

Ácido hialurônico pode tratar linhas horizontais do pescoço?

Pode.

O ácido hialurônico possui estudos específicos para esse tipo de alteração.

Uma revisão sistemática e metanálise recente analisou 11 estudos, totalizando 379 pacientes, e encontrou melhora significativa das linhas horizontais após o uso de preenchimentos de ácido hialurônico.

Outro estudo prospectivo encontrou melhora de pelo menos um grau na escala utilizada para avaliação das linhas em 92 por cento das participantes um mês após o tratamento.

Entretanto, isso não significa que toda linha deva ser preenchida.

Tipo de produto, profundidade, quantidade e técnica precisam ser adaptados à anatomia.

Preencher linhas do pescoço pode deixar a região artificial?

Pode ocorrer quando existe excesso de produto ou indicação inadequada.

A pele cervical é diferente da pele de outras regiões.

Por isso, produtos muito volumizadores ou aplicação excessiva podem produzir irregularidades.

O objetivo do preenchimento de linhas horizontais não costuma ser criar volume visível.

A proposta é suavizar determinadas depressões e melhorar a transição da pele.

Por isso, o tratamento para rugas no pescoço precisa buscar uma melhora proporcional em vez de eliminar completamente todas as linhas.

Preenchimento no pescoço apresenta riscos?

Sim.

Nenhum procedimento injetável é totalmente isento de efeitos adversos.

A revisão sistemática mais recente sobre preenchimentos de ácido hialurônico em linhas horizontais encontrou predominantemente eventos leves e transitórios nos estudos analisados, incluindo vermelhidão, edema, sensibilidade e irregularidades locais.

Entretanto, indicação, técnica e conhecimento anatômico continuam fundamentais.

A pele fina da região também exige atenção à profundidade do produto para evitar que ele fique visível ou palpável.

Bioestimuladores podem melhorar as rugas do pescoço?

Podem participar do planejamento quando qualidade da pele e flacidez possuem maior importância.

Bioestimuladores não possuem exatamente a mesma função de um preenchimento utilizado diretamente em uma linha.

Seu objetivo está mais relacionado à remodelação dos tecidos e à estimulação de respostas que favorecem firmeza.

Uma revisão publicada em 2026 avaliou diferentes materiais utilizados no rejuvenescimento cervical. Os autores encontraram evidências de melhora com ácido poli L lático e hidroxiapatita de cálcio, embora também tenham destacado limitações como amostras pequenas e poucos dados de longo prazo.

Portanto, esses produtos podem ser úteis, mas não devem ser apresentados como uma solução universal.

Bioestimulador apaga completamente as linhas horizontais?

Não necessariamente.

Se uma linha apresenta depressão bem definida ou fixação estrutural, melhorar apenas a qualidade geral da pele pode não eliminá la.

Por outro lado, quando existem linhas finas associadas à perda de firmeza, uma estratégia voltada à qualidade dos tecidos pode fazer sentido.

Dessa forma, um procedimento pode melhorar a pele sem preencher diretamente cada vinco.

A escolha depende daquilo que mais contribui para a aparência da região.

Toxina botulínica pode ser usada no pescoço?

Pode, mas sua indicação depende do componente muscular.

A toxina botulínica atua reduzindo temporariamente a atividade de músculos específicos.

No pescoço, sua utilização é mais conhecida para bandas platismais e determinadas alterações do contorno.

Entretanto, estudos também avaliaram sua aplicação em linhas horizontais.

Uma revisão anatômica publicada em 2024 discute diferentes usos da toxina na estética cervical e reforça a necessidade de conhecimento preciso do platisma e das demais estruturas da região.

Portanto, não é correto considerar toxina uma solução automática para qualquer ruga do pescoço.

Toxina botulínica sozinha elimina as linhas horizontais?

Nem sempre.

Quando existe um forte componente muscular, reduzir determinadas contrações pode suavizar o aspecto.

Entretanto, linhas estáticas profundas podem envolver alterações da pele e de estruturas superficiais que não desaparecem apenas com modulação muscular.

Um estudo observacional avaliou toxina em mulheres com linhas cervicais horizontais leves ou moderadas e encontrou melhora ao longo do acompanhamento. Contudo, a amostra era pequena, com apenas 20 participantes.

Por isso, os resultados precisam ser interpretados dentro das limitações da evidência.

A toxina no pescoço apresenta riscos?

Sim.

O platisma e outros músculos cervicais estão próximos de estruturas envolvidas em funções importantes.

Por isso, aplicação inadequada pode produzir efeitos indesejados.

A literatura sobre toxina no pescoço reforça a importância de compreender localização, profundidade e anatomia antes do tratamento.

A indicação precisa ser individualizada e conservadora.

O objetivo estético não deve comprometer movimentos ou funções da região.

Laser pode melhorar rugas no pescoço?

Determinadas tecnologias podem melhorar textura, firmeza e linhas em pacientes selecionados.

Um estudo publicado em 2024 avaliou uma tecnologia a laser para rugas horizontais e encontrou redução na profundidade e na área das linhas, além de melhora de parâmetros relacionados à pele.

Entretanto, um estudo isolado não significa que uma tecnologia seja superior a todas as outras.

Tipo de pele, grau de flacidez, profundidade das linhas e tempo de recuperação precisam entrar na decisão.

Por isso, tecnologias devem ser escolhidas conforme indicação clínica e não apenas pelo nome comercial.

Radiofrequência pode ser utilizada?

Tecnologias baseadas em energia, incluindo modalidades de radiofrequência, podem fazer parte do rejuvenescimento cervical quando o objetivo envolve remodelação e qualidade dos tecidos.

Algumas abordagens atuais também combinam diferentes recursos.

Entretanto, a literatura ainda apresenta grande diversidade de técnicas, parâmetros e formas de avaliação.

Por isso, não existe um protocolo único capaz de ser aplicado a todos os pacientes com linhas horizontais.

Quanto mais profunda e fixa estiver a dobra, maior a possibilidade de que apenas melhorar firmeza produza resultado incompleto.

Microagulhamento pode ajudar?

Procedimentos de microagulhamento podem ser utilizados com o objetivo de estimular remodelação cutânea e melhorar determinadas alterações de textura.

Em algumas estratégias, o microagulhamento também é associado à radiofrequência.

Entretanto, linhas horizontais profundas podem apresentar componentes estruturais além da superfície da pele.

Assim, a resposta depende do tipo de alteração.

Um tratamento destinado à textura não necessariamente corrige totalmente uma depressão profunda.

Cremes conseguem melhorar rugas no pescoço?

Produtos tópicos podem contribuir para hidratação, textura e qualidade da pele.

Um estudo com 35 mulheres entre 25 e 50 anos avaliou um tratamento tópico para sinais leves ou moderados na região cervical e observou melhora das linhas horizontais, elasticidade e hidratação ao longo de 84 dias.

Entretanto, esse tipo de estudo apresenta limitações e não significa que um cosmético consiga produzir o mesmo efeito de procedimentos destinados a linhas profundas.

Além disso, resultados dependem da formulação e do grau da alteração.

Portanto, cuidados tópicos podem fazer parte da rotina, mas expectativas precisam ser realistas.

Hidratante pode fazer uma linha desaparecer?

Uma pele hidratada tende a apresentar textura visualmente mais uniforme.

Consequentemente, linhas muito finas podem parecer discretamente suavizadas.

Entretanto, hidratação não desfaz uma dobra estrutural profunda.

Isso explica por que determinadas pessoas percebem melhora temporária depois de aplicar produtos, mas continuam enxergando o vinco em determinadas posições.

O cuidado diário ajuda na qualidade da superfície, enquanto outros procedimentos podem ser necessários quando existe alteração mais profunda.

Protetor solar no pescoço realmente importa?

Sim.

O pescoço também recebe exposição solar acumulada.

Por isso, a fotoproteção deve alcançar essa região e não terminar na linha da mandíbula.

Reduzir a exposição ultravioleta excessiva ajuda a limitar um dos fatores externos associados ao envelhecimento cutâneo.

Além disso, determinados procedimentos estéticos podem exigir cuidados ainda mais rigorosos com o sol durante o período de recuperação.

Fotoproteção, portanto, faz parte tanto da prevenção quanto da manutenção dos resultados.

É possível combinar tratamentos?

Sim.

Em alguns pacientes, existem simultaneamente linhas profundas, perda de firmeza e alterações de textura.

Nesse cenário, utilizar técnicas com objetivos diferentes pode fazer sentido.

Um procedimento pode atuar diretamente sobre determinados vincos, enquanto outro busca melhorar qualidade e firmeza dos tecidos.

Uma revisão recente sobre terapias injetáveis para rejuvenescimento cervical destaca justamente a importância do planejamento personalizado e das abordagens combinadas em situações selecionadas.

Entretanto, combinar mais procedimentos não significa automaticamente obter um resultado melhor.

Cada intervenção precisa ter um objetivo claro.

Tratar cedo impede que as rugas aprofundem?

Não existe garantia de prevenção completa.

O envelhecimento continua acontecendo mesmo quando procedimentos estéticos são realizados.

Entretanto, cuidados com a pele, fotoproteção e tratamentos indicados para alterações iniciais podem ajudar a manter melhor qualidade cutânea.

A escolha de uma intervenção precoce precisa considerar a intensidade real da alteração.

Uma pessoa jovem com uma linha anatômica discreta não precisa necessariamente iniciar uma sequência de procedimentos.

O tratamento deve acontecer porque existe indicação e incômodo, não apenas porque uma determinada idade foi atingida.

É possível eliminar totalmente os colares de Vênus?

Nem sempre, e esse não precisa ser o objetivo.

Linhas cervicais fazem parte da anatomia e do movimento natural.

Mesmo após procedimentos, alguma marca pode permanecer.

Buscar eliminar completamente uma dobra muito profunda pode exigir intervenções excessivas e aumentar riscos.

Por isso, resultados naturais costumam priorizar suavização da profundidade, melhora da qualidade da pele e maior uniformidade da região.

Quando procedimentos não cirúrgicos podem não ser suficientes?

Quando existe flacidez intensa e excesso importante de pele, tratamentos menos invasivos possuem limitações.

Tecnologias, injetáveis e bioestimuladores podem melhorar determinados aspectos, mas não produzem o mesmo reposicionamento de uma cirurgia quando o excesso de tecido é significativo.

Por isso, reconhecer os limites de cada técnica faz parte de uma indicação adequada.

O Instituto Matheus Arantes também destaca que a avaliação cervical precisa observar separadamente pele, gordura, músculos e linha mandibular antes da escolha do tratamento.

Como é feita a avaliação das rugas no pescoço?

A avaliação deve observar a região em repouso e durante diferentes movimentos.

Profundidade e localização das linhas são analisadas, assim como firmeza, espessura e textura da pele.

Também é importante identificar bandas platismais, gordura abaixo do queixo, flacidez e definição da mandíbula.

Histórico de emagrecimento, exposição solar, tratamentos prévios e expectativas também podem modificar o planejamento.

Dessa forma, o tratamento para rugas no pescoço pode ser direcionado à verdadeira causa da alteração.

Existe idade certa para iniciar o tratamento?

Não.

Linhas horizontais podem surgir em adultos jovens, enquanto algumas pessoas mais velhas apresentam poucas marcas.

Por isso, idade não é o principal critério.

A intensidade da alteração, sua causa e o incômodo do paciente são mais relevantes.

Além disso, a técnica adequada para uma pessoa de 30 anos com uma linha isolada pode ser completamente diferente daquela indicada para alguém com flacidez, bandas musculares e alterações de textura.

Quando procurar avaliação?

Uma avaliação pode ser interessante quando as linhas permanecem muito visíveis mesmo com o pescoço em posição neutra ou quando começam a surgir outros sinais associados, como flacidez e mudança do contorno.

Também pode ser útil quando uma pessoa jovem apresenta linhas marcadas e deseja entender se elas representam apenas uma característica anatômica ou se existe algum fator adicional.

Durante a consulta, é possível discutir quais alterações podem realmente melhorar e quais fazem parte da anatomia natural.

Esse processo ajuda a estabelecer expectativas proporcionais.

Tratamento para rugas no pescoço precisa considerar pele, movimento e anatomia

O tratamento para rugas no pescoço não deve partir da ideia de que toda linha horizontal é consequência da idade ou do uso excessivo do celular.

Esses vincos podem aparecer em pessoas jovens e envolver características anatômicas, movimento repetido, qualidade da pele e estruturas responsáveis pela fixação dos tecidos. Com o passar do tempo, perda de firmeza, alterações do colágeno e outros componentes do envelhecimento podem torná los mais profundos.

Além disso, postura pode acentuar as dobras durante a flexão, mas as evidências atuais não permitem afirmar que o uso de telas seja isoladamente responsável pela formação permanente das rugas.

Ácido hialurônico possui estudos específicos para linhas horizontais, enquanto bioestimuladores, toxina botulínica e tecnologias apresentam objetivos diferentes e podem fazer parte do planejamento conforme a causa predominante.

No Instituto Matheus Arantes, a avaliação pode considerar linhas, qualidade da pele, platisma, gordura, flacidez e contorno cervical antes da definição da estratégia.

Dessa forma, o tratamento para rugas no pescoço pode buscar suavizar os vincos e melhorar a qualidade da região sem acrescentar volume desnecessário ou transformar características naturais do pescoço.